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Março 2026
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São Paulo, março de 2026 – O mercado de planos de saúde no Brasil passou por uma transformação nos últimos 25 anos. Entre 2000 e 2025, o número de beneficiários de planos médico-hospitalares saltou de 30,9 milhões para 52,6 milhões – crescimento de aproximadamente 70%. Mas mais do que o volume, o que mudou foi a composição desse setor: medicina de grupo, cooperativas médicas e seguradoras registraram crescimento, enquanto a autogestão diminuiu participação de mercado. A constatação está na Análise Especial da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com dados de janeiro de 2026. Acesse a íntegra do relatório em www.iess.org.br.

 

O número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares no Brasil alcançou 53 milhões em janeiro de 2026, crescimento de 2% em relação a janeiro de 2025, o que representa 1 milhão de vínculos adicionais no período de 12 meses.

 

Na análise de 25 anos do setor, medicina de grupo apresentou a maior expansão, passando de 11,8 milhões de beneficiários em 2000 para 21,1 milhões em 2025, consolidando-se como a principal modalidade do mercado: sua fatia de mercado subiu de 38,1% para 40%.

 

As cooperativas médicas também registraram crescimento, passando de 7,8 milhões para 18,8 milhões de beneficiários no mesmo intervalo. Já as seguradoras especializadas em saúde ampliaram o número de beneficiários de 4,9 milhões para 7,1 milhões entre 2000 e 2025. Entre 2019 e 2025, esse segmento cresceu 18,3%, alcançando 7,1 milhões de vínculos. Em janeiro de 2026, a variação anual foi de 8,6%, a maior entre todas as modalidades.

 

Por outro lado, a autogestão reduziu participação no mercado, caindo de 17,2% para 8,6% ao longo das últimas duas décadas. Em janeiro de 2026, a queda anual foi de -1,5%, com diminuição de 69,8 mil beneficiários. A filantropia também perdeu participação relativa, passando de 3,7% para 2,1% do mercado entre 2000 e 2025, embora registrasse leve alta de 0,8% no último ano.

 

Segundo o superintendente executivo do IESS, Denizar Vianna, as mudanças na composição do mercado refletem transformações institucionais e empresariais ocorridas ao longo do tempo. “O mercado de planos de saúde no Brasil passou por uma evolução gradual em mais de duas décadas. O crescimento do número de beneficiários foi acompanhado por mudanças na participação das diferentes modalidades de operadoras, refletindo transformações na organização e na dinâmica do setor”, afirma.

 

A análise da estrutura das operadoras confirma essa transformação de mercado. De um lado, as cooperativas médicas (261 operadoras) e a medicina de grupo (227 operadoras) operam de forma pulverizada, com médias de 71,9 mil e 94,2 mil beneficiários por empresa, respectivamente. As seguradoras especializadas, um grupo de sete empresas no mercado, concentram porte médio muito superior: média de 1,05 milhão de beneficiários por operadora. A autogestão conta com 141 operadoras (média de 32 mil beneficiários cada) e a filantropia, com 33 operadoras (33,1 mil em média). No total, o setor reunia 669 operadoras médico-hospitalares com beneficiários ativos ao encerramento de 2025.

 

Em janeiro de 2026, além dos 53 milhões de beneficiários dos planos médico-hospitalares, com taxa de cobertura nacional de 24,7% da população, o segmento de planos exclusivamente odontológicos também apresentou crescimento. O total de beneficiários chegou a 35,5 milhões, alta de 3,3% em 12 meses (1,13 milhão de vínculos a mais), com uma taxa de cobertura nacional de 16,6%.

 

A expansão da saúde suplementar continua associada ao mercado de trabalho formal. Em janeiro de 2026, 73% dos beneficiários de planos médico-hospitalares estavam vinculados a planos coletivos empresariais, modalidade que tradicionalmente acompanha a evolução do emprego formal no País.

 

Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o estoque de empregos formais no Brasil passou de 47,3 milhões para 48,6 milhões, crescimento de 1,2 milhão de vínculos (alta de 2,6%). No mesmo período, o número de beneficiários vinculados a planos coletivos empresariais médico-hospitalares subiu de 37,4 milhões para 38,7 milhões, alta de 3,3%.

 

Para Denizar Vianna, a relação entre mercado de trabalho e saúde suplementar continua sendo um dos fatores estruturais mais importantes para compreender a evolução do setor.

 

“O crescimento dos planos coletivos empresariais acompanha de perto a evolução do emprego formal no Brasil. Isso mostra como a saúde suplementar está integrada à dinâmica do mercado de trabalho e ao papel dos benefícios corporativos”, afirma.

 

 

Sobre o IESS

 

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.

Março 2026
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São Paulo, fevereiro de 2026 — O número de empresas que contratam planos coletivos empresariais médico-hospitalares no Brasil cresceu em ritmo superior ao de beneficiários entre 2020 e 2024, segundo o estudo “Evolução dos contratantes e beneficiários de planos coletivos empresariais de assistência médico-hospitalar no Brasil”, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O levantamento descreve a evolução recente da principal modalidade de contratação da saúde suplementar brasileira. A íntegra está disponível em www.iess.org.br.

 

Em 2024, os planos coletivos empresariais – oferecidos pelas empresas a seus colaboradores – representavam cerca de 71% dos vínculos do setor e reuniam aproximadamente 37 milhões de beneficiários. No período analisado, o número de empresas contratantes passou de 1,6 milhão para 2,3 milhões (alta de 48,1%), enquanto o total de beneficiários avançou de 32 milhões para 37,4 milhões (17,1%). Como resultado, a média de beneficiários por contrato caiu de cerca de 20 para 16.

 

“Os dados indicam que mais empresas passaram a contratar planos de saúde, enquanto a maior parte dos beneficiários continuou vinculada a contratos de maior porte”, afirma Denizar Vianna, superintendente executivo do IESS.

 

A expansão do número de contratos ocorreu principalmente entre empresas com até quatro titulares, que passaram de cerca de 1,3 milhão para pouco mais de 2 milhões, entre 2020 e 2024. Isso representa crescimento de 55,1% e elevou a participação desse segmento de 83,7% para 87,6% do total de contratos vigentes no período analisado.

 

Apesar disso, a maior parte dos beneficiários continuou vinculada a grandes contratantes, responsáveis pela cobertura de aproximadamente 40% dos beneficiários dos planos coletivos empresariais.

 

Padrão semelhante foi observado nas análises por setor econômico e abrangência geográfica. O crescimento do número de contratos se intensificou em segmentos mais pulverizados — como educação, saúde e serviços sociais (de 137 mil para 237 mil contratantes, alta de 72,4%) e atividades administrativas (de 145 mil para 237 mil, com expansão de 63,6%). Em contratos com cobertura territorial definida, como grupo de municípios, o crescimento foi de 58,9%: de 757 mil para 1,2 milhão de contratos; em área exclusivamente municipal, o volume cresceu de 90 mil para 147 mil contratos, alta de 63%. Já a distribuição dos beneficiários permaneceu relativamente estável, com contratos nacionais reunindo cerca de 45% das vidas.

 

Coparticipação

 

O estudo também identificou aumento no uso da coparticipação. O número de contratos com esse mecanismo dobrou no período, passando de cerca de 551 mil para 1,1 milhão, elevando sua participação de 33,8% para 46% da base contratual. Entre os beneficiários cobertos, a participação do mecanismo subiu de 56,5% para 61,7%, enquanto os planos sem fator moderador permaneceram estáveis, em torno de 11,7 milhões de vínculos tanto em 2020 quanto em 2024.

 

“Os dados indicam transformações do perfil dos contratos ao longo do período, com ganhos importantes de mecanismos de compartilhamento de custos e disciplina de uso, além de ampliação da capilaridade contratual”, diz Vianna.

 

Portanto, os resultados indicam que houve difusão contratual sem transformação estrutural da cobertura dos planos coletivos empresariais.

 

Sobre o IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.

Março 2026
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São Paulo, fevereiro de 2026 — A cadeia produtiva da saúde registrou crescimento do emprego formal no último trimestre de 2025, em contraste à retração observada no conjunto da economia brasileira. Entre setembro e dezembro, o setor teve resultado líquido positivo de 7,53 mil postos de trabalho, chegando a 5,28 milhões de vínculos. No mesmo período, o emprego formal total recuou 0,9% e, excluído o setor saúde, a queda chegou a 1%.

 

Os dados constam da edição 79 do Relatório do Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde (RECS 79), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), elaborado com base em informações do Novo Caged, do Painel Estatístico de Pessoal do Ministério da Economia e de Portais de Transparência estaduais e municipais. A íntegra do relatório está disponível para download pelo link: https://www.iess.org.br/sites/default/files/2026-02/RECS79.pdf.

 

Ao final de dezembro de 2025, a cadeia da saúde representava 10,9% do emprego nacional. O Sudeste concentrava 2,63 milhões de postos, seguido por Nordeste (1,04 milhão), Sul (768 mil), Centro-Oeste (548 mil) e Norte (292 mil).

 

Para o superintendente executivo do IESS, Denizar Vianna, o comportamento do setor evidencia características próprias no mercado de trabalho brasileiro. “A saúde mantém trajetória de crescimento mesmo em períodos de redução do emprego formal agregado, o que evidencia a natureza estrutural da demanda por cuidado”, afirma.

 

O resultado foi sustentado principalmente pelo segmento privado, que cresceu 0,3% no trimestre e compensou a retração de 0,5% no setor público, permitindo saldo positivo no agregado da cadeia. Regionalmente, em termos percentuais, o Centro-Oeste apresentou a maior expansão (+2,8%), seguido do Sul (+0,5%) e do Nordeste (+0,4%), enquanto Norte (-0,8%) e Sudeste (-0,1%) tiveram variações negativas.

 

Segundo Vianna, “o crescimento do emprego na saúde está associado à ampliação da oferta assistencial, especialmente no setor privado, que vem absorvendo parte relevante da demanda por atendimento”.

 

No acumulado de 12 meses, a cadeia privada da saúde gerou 162 mil empregos formais, concentrados principalmente nos prestadores de serviços (125 mil), seguidos por fornecedores (31 mil) e operadoras (5,7 mil). O padrão indica expansão vinculada à assistência direta ao paciente. “A maior geração de vagas ocorre nos serviços de saúde porque a assistência depende de profissionais. A organização e o financiamento podem ganhar escala com tecnologia, mas o cuidado permanece essencialmente humano”, explica o superintendente.

Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, o número de empregos na cadeia da saúde por 100 mil habitantes cresceu 2,7% no País, alcançando 2,6 mil vínculos, com maior avanço no Centro-Oeste (+4%), seguido por Sul (3,8%) e Nordeste (3,1%).

 

Sobre o IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.

Março 2026
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São Paulo, fevereiro de 2026 — A participação de beneficiários com 50 anos ou mais nos planos médico-hospitalares aumentou de 20% para 26,3% entre 2000 e 2025, alcançando 13,9 milhões de pessoas em dezembro de 2025. No período recente, entre 2015 e 2025, esse grupo cresceu 20,6%, enquanto o total de beneficiários avançou 5,6%. O processo foi ainda mais intenso nas idades mais elevadas, especialmente acima dos 70 anos. Os dados constam da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) nº 114, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com data-base de dezembro de 2025, disponível no site do IESS (clique aqui e faça o download).

 

A Análise Especial da NAB indica que o crescimento recente concentra-se nas faixas etárias mais avançadas: beneficiários de 60 a 69 anos aumentaram 24,4% entre 2015 e 2025, enquanto as faixas de 70 a 79 anos e de 80 anos ou mais cresceram 44% e 39,2%, respectivamente. O resultado evidencia mudança gradual na composição etária do total de beneficiários, com aumento relativo de participação daqueles que demandam acompanhamento contínuo e maior utilização assistencial.

 

É possível observar a participação de cada faixa etária no total de beneficiários ao longo do tempo. Em 2000, pessoas com 70 anos ou mais representavam 4,7% de participação, percentual que chegou a 7,6% em 2025. Já o grupo entre 50 e 59 anos manteve participação relativamente estável, ao redor de 11%, indicando que o envelhecimento recente ocorre principalmente pelo avanço das idades mais elevadas dentro do sistema.

 

Para o superintendente executivo do IESS, Denizar Vianna, tal movimento requer da saúde suplementar a promoção de ajustes nas suas estruturas e modelos assistenciais.

 

“No período analisado, o crescimento da participação dos beneficiários mais velhos ocorre pelo ingresso de mais pessoas e também pela migração etária dentro do sistema – não necessariamente em uma mesma carteira. Isso gera novas demandas no padrão de utilização e amplia a necessidade de cuidado contínuo, acompanhamento clínico e gestão de condições crônicas. Não se trata apenas de aumento populacional, mas de mudança na composição do risco assistencial”, avalia.

 

Na prática, é esperado um protagonismo cada vez maior da saúde suplementar em assessorar o beneficiário na gestão da própria saúde do que ser um meio de acesso à rede assistencial.

Mercado em expansão


No fechamento de 2025, os planos médico-hospitalares somavam 53,2 milhões de beneficiários, alta de 2,2% em 12 meses, enquanto os planos exclusivamente odontológicos totalizavam 35,6 milhões de vínculos, crescimento de 3,3%. A cobertura nacional dos planos médico-hospitalares ficou em 24,8% da população, no ano passado.

 

A estrutura do mercado permanece concentrada nos contratos coletivos: 83,9% dos vínculos pertencem a essa modalidade e, dentro dela, 72,9% do total estão em planos coletivos empresariais. No mesmo período, o estoque de empregos formais cresceu 2,7%, enquanto os beneficiários dessa modalidade avançaram 3,7%, indicando forte associação entre emprego e cobertura privada.

 

“A saúde suplementar brasileira continua fortemente ligada ao mercado de trabalho. O emprego formal segue como principal determinante de acesso, enquanto o envelhecimento pesa como determinante de custo”, afirma Vianna.

 

Enquanto o crescimento permanece concentrado nos coletivos empresariais, o relatório mostra retração dos planos individuais e familiares. Considerando o processo de envelhecimento, a saúde suplementar precisa construir meios de atrair os mais jovens e saudáveis a ingressarem no sistema, de modo a preservar o equilíbrio do mutualismo do sistema. “O que se busca é garantir sustentabilidade econômico, financeira e assistencial. O envelhecimento exige modelos assistenciais mais coordenados e foco em prevenção e acompanhamento longitudinal. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho também passa por uma grande transformação, passando por temas como o desinteresse pelo registro pela CLT, o avanço do empreendedorismo e quais são as formas para atrair o público mais jovem ao sistema”, pontua Vianna. “São situações complexas e que possivelmente demandarão mudanças estruturais.”

 

Sobre o IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.

Março 2026
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São Paulo, fevereiro de 2026 — A obesidade se consolidou como um dos principais vetores de demanda assistencial crônica na saúde suplementar brasileira. Entre 2015 e 2024, a taxa total de eventos assistenciais relacionados à obesidade mais do que dobrou, passando de 40,7 para 84,5 eventos por 100 mil beneficiários, o que representa um crescimento acumulado de 108%. Os dados constam do novo estudo “Evolução dos registros de obesidade e da utilização de consultas nutricionais na saúde suplementar no Brasil”, produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

 

A íntegra do estudo está disponível em www.iess.org.br.

 

A análise mostra que o crescimento dos eventos assistenciais associados à obesidade ocorre de forma contínua ao longo da série histórica, com aceleração a partir de 2020, indicando que a condição deixou de ser um fenômeno periférico e pontual e passou a integrar de forma estrutural o perfil epidemiológico dos beneficiários de planos de saúde.

 

Na segmentação por sexo, entre as mulheres, a taxa de eventos relacionados à obesidade passou de aproximadamente 55 para 128 eventos por 100 mil beneficiárias entre 2015 e 2024, equivalendo a alta de 132%. Entre os homens, a taxa evoluiu de 24 para 36 eventos por 100 mil beneficiários, ou 47% de crescimento. Ao longo de toda a série, as taxas permanecem consistentemente mais elevadas entre mulheres.

 

A análise por faixa etária indica que, no agregado, a maior carga assistencial associada à obesidade recai sobre os adultos de 20 a 59 anos, grupo que também apresenta o crescimento mais expressivo das taxas ao longo do período. Crianças e adolescentes (0 a 19 anos) e idosos (60 anos ou mais) também registram aumento dos eventos, porém em patamares assistenciais inferiores. O estudo ressalta que essas diferenças refletem não apenas a distribuição da obesidade, mas também padrões de acesso aos serviços, diagnóstico, registro e organização da rede assistencial.

 

Fica também evidente o aumento da intensidade assistencial quando observados os eventos por prestador de serviço de saúde. A taxa por prestador cresceu de 9,2 para 14,7 eventos entre 2015 e 2024, um aumento acumulado de 60%. Novamente, esse crescimento é mais pronunciado entre mulheres e adultos em idade produtiva, enquanto crianças, adolescentes e idosos mantêm taxas por prestador mais baixas ao longo da série.

 

Paralelamente, foi registrada uma expansão expressiva da utilização de consultas ambulatoriais com nutricionistas. No agregado, as taxas de consultas por 100 mil beneficiários crescem de forma muito mais acelerada do que os eventos relacionados à obesidade, com trajetória ascendente desde 2016, recuperação rápida após a queda observada em 2020 e aceleração no período pós-pandemia. O trabalho destaca que a autorização regulatória para número ilimitado de consultas com nutricionistas na saúde suplementar, a partir de 2022, pode ter contribuído de forma relevante para esse movimento.

 

Na segmentação por sexo e faixa etária, as taxas de consultas nutricionais permanecem mais elevadas entre mulheres e adultos de 20 a 59 anos, embora todos os grupos etários apresentem crescimento expressivo ao longo da série. Nesse contexto, por um lado, foi constatado maior acesso e valorização do cuidado nutricional; por outro, tal comportamento reflete respostas fragmentadas e reativas ao avanço da obesidade, sem integração adequada de cuidado, com estratégias estruturadas de manejo no longo prazo.

 

Outro ponto de destaque está na incorporação dos agonistas do receptor de GLP-1 como uma virada farmacológica no manejo da obesidade. No agregado, os medicamentos demonstram eficácia relevante durante o uso, com reduções médias superiores a 10%–15% do peso corporal. Entretanto, há evidências robustas de retorno do peso corporal perdido durante o tratamento após a interrupção da terapia, frequentemente em ritmo acelerado, levando à volta do peso anterior em até dois anos.

 

Do ponto de vista dos sistemas de saúde suplementar, o uso prolongado de terapias farmacológicas de alto custo redefine padrões de gasto e amplia a pressão sobre a sinistralidade. A combinação entre maior prevalência de obesidade, aumento da utilização de serviços e incorporação de tecnologias de alto custo exige avaliações criteriosas de custo-efetividade, especialmente no longo prazo, além de estudos com seguimento mais prolongado para subsidiar decisões assistenciais e regulatórias.

 

O estudo conclui que intervenções isoladas — sejam nutricionais ou farmacológicas — apresentam eficácia limitada para a manutenção da perda de peso no longo prazo. Diante desse cenário, o IESS reforça a necessidade de modelos assistenciais integrados, multiprofissionais, contínuos e orientados por dados, capazes de articular prevenção, cuidado clínico, uso racional de medicamentos e monitoramento longitudinal de desfechos clínicos e assistenciais, como condição para enfrentar de forma sustentável a crescente demanda associada à obesidade na saúde suplementar.

 

Sobre o IESS

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LetraCerta Inteligência em Comunicação

Jander Ramon

jramon@letracerta.com

Fevereiro 2026
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São Paulo, 11 de fevereiro de 2026 — O médico Denizar Vianna, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e uma das referências de conhecimento na área de Saúde – com passagens pelo Ministério da Saúde, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Organização Pan-Americana da Saúde, entre outros –, assume a Superintendência Executiva do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). José Cechin, ex-ministro da Previdência, um dos fundadores e referência histórica na construção da identidade técnica e institucional do IESS, deixa a Superintendência e passa a integrar o Conselho Diretor do Instituto, ampliando sua atuação estratégica e contribuindo para o direcionamento de longo prazo da organização. A Presidência do Conselho Diretor permanece sob o comando do advogado Luiz Celso Dias Lopes.

 

Ao completar, este ano, 20 anos de existência, o IESS se consolida como a principal organização voltada à realização e promoção de estudos de aspectos conceituais e técnicos que sirvam de embasamento para implementação de políticas e introdução de melhores práticas voltadas para a saúde suplementar no Brasil.

 

“A mudança reflete uma transição natural de governança, pensada para preservar a identidade do IESS e, ao mesmo tempo, preparar o Instituto para seus próximos ciclos de crescimento e impacto público”, afirma Luiz Celso Dias Lopes. “A presença de José Cechin no Conselho Diretor reforça nosso compromisso com a continuidade, a memória institucional e a solidez técnica e ética que sempre caracterizaram o IESS.”

 

O novo superintendente executivo, Denizar Vianna, é médico, doutor em Saúde Coletiva e professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com trajetória reconhecida nas áreas de economia da saúde, avaliação de tecnologias em saúde e epidemiologia clínica. Atuou como secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, foi consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e coordenador de centro de excelência da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), além de pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

 

“Assumo a Superintendência Executiva com profundo respeito à história do IESS e ao legado construído por José Cechin”, afirma Denizar Vianna. “Nosso compromisso é dar continuidade à excelência técnica do Instituto, ampliar sua capacidade analítica e fortalecer ainda mais sua contribuição para o debate qualificado sobre a saúde suplementar e o sistema de saúde brasileiro.”

 

José Cechin liderou o Instituto desde sua fundação e teve papel central na consolidação do IESS como uma das principais referências nacionais em estudos sobre saúde suplementar, financiamento da saúde, judicialização, demografia do setor e sustentabilidade do sistema. Sob sua gestão, o Instituto ampliou sua produção técnica, aprofundou o diálogo com formuladores de políticas públicas e fortaleceu sua presença no debate regulatório e institucional.

 

“Ao longo desses anos, construímos um patrimônio técnico e institucional que pertence ao setor e à sociedade”, afirma José Cechin. “Passar a integrar o Conselho Diretor é uma forma de seguir contribuindo ativamente para o futuro do IESS, agora com foco ainda maior em orientação estratégica, preservação de valores e apoio à nova etapa da Superintendência Executiva.”

 

Os ajustes permitem ao IESS reforçar sua governança colegiada, ampliar sua capacidade de articulação institucional e preservar sua identidade técnica, mantendo como pilares a independência analítica, o rigor metodológico e o compromisso com a melhoria da saúde suplementar e, por consequência, de todo o sistema de saúde do Brasil.

 

Sobre o IESS
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VCMH VCMH / IESS

VCMH/IESS - Edição Janeiro de 2026

Fevereiro 2026

O relatório do índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH) é a principal referência de custos da saúde suplementar do Brasil. Nessa edição, de janeiro de 2026, são apresentados os resultados do custo médio por exposto no período até junho de 2025 em relação às despesas médias dos doze meses imediatamente anteriores (junho de 2024). Trazemos o comportamento do VCMH em comparação ao IPCA, no mesmo período, além dos valores por grupos de despesa: Consultas, Exames, Terapias, Internação e Outros Serviços Ambulatoriais (OSA). Para financiar essa produção, vendemos esse relatório por uma quantia simbólica, de apenas R$ 100. Clique aqui e adquira.

Janeiro 2026
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São Paulo, janeiro de 2025 - Os planos exclusivamente odontológicos registraram novos recordes de satisfação, recomendação e fidelidade, segundo pesquisa produzida pelo Vox Populi a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O levantamento mostra que 87% dos beneficiários declaram estar muito satisfeitos ou satisfeitos com seus planos, o maior percentual já registrado desde o início da série histórica iniciada em 2013. Clique aqui e acesse a íntegra da pesquisa.

 

A recomendação também atingiu patamar elevado: 88% dos entrevistados afirmam que indicariam seu plano odontológico atual, enquanto 90% declaram intenção de manter o vínculo nos próximos anos. Entre os principais motivos de satisfação, os beneficiários destacam a qualidade técnica dos profissionais, a facilidade de acesso aos serviços e o custo-benefício percebido.

 

No conjunto de regiões analisadas, Brasília (93%), Porto Alegre (90%) e Rio de Janeiro (89%) apresentam os maiores índices de satisfação com planos odontológicos. Já Salvador (83%) e Recife (81%) registram os percentuais mais baixos, embora ainda em patamares elevados quando comparados às médias históricas.

 

Entre os que manifestam algum grau de insatisfação, as queixas mais recorrentes estão relacionadas à demora para marcação de consultas e atendimentos, à limitação de cobertura de alguns procedimentos e à rede de prestadores insuficiente em determinadas localidades. O IESS lembra que, com relação aos casos não previstos pelo rol de coberturas e procedimentos, operadoras e prestadores disponibilizam essa contratação separadamente.

 

Para o superintendente executivo do IESS, José Cechin, os resultados reforçam a consolidação da odontologia suplementar como um dos segmentos mais estáveis da saúde privada. “A confiança dos beneficiários demonstra que o plano odontológico se tornou um componente importante de cuidado contínuo e prevenção, com percepção positiva de qualidade e valor.”

 

O levantamento ouviu 3,2 mil pessoas com 18 anos ou mais, entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde médicos e odontológicos, em oito regiões metropolitanas — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Manaus e Brasília. As entrevistas foram presenciais, realizadas entre 31 de julho e 17 de agosto de 2025, com nível de confiança de 95%.

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.

 

Mais informações

LetraCerta Inteligência em Comunicação

Jander Ramon

jramon@letracerta.com

TD
Janeiro 2026
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São Paulo, 16 de janeiro de 2026 — Os eventos assistenciais relacionados ao transtorno bipolar em atendimentos prestados pelos planos de saúde apresentaram crescimento expressivo e contínuo entre 2015 e 2024, segundo o estudo “Evolução dos eventos assistenciais relacionados ao transtorno bipolar na saúde suplementar brasileira”. Elaborado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o estudo é uma iniciativa dentro do Janeiro Branco, movimento nacional de conscientização que convida a sociedade a refletir sobre a importância da saúde mental, a prevenção do adoecimento psíquico e a redução do estigma associado aos transtornos mentais.

 

Clique aqui e acesse a íntegra do estudo. 

 

O levantamento mostra que a ampliação da demanda ocorre em ambos os sexos e em todas as faixas etárias, com aceleração mais intensa a partir dos anos recentes, reforçando que a saúde mental ganha relevância crescente dentro do sistema de saúde suplementar.

 

A análise revela aumento significativo tanto na razão de casos por prestador de serviços de saúde (volume de atendimentos por prestador) quanto nas taxas por 100 mil beneficiários.

 

Entre os homens, a taxa de eventos cresceu 258,3% no período analisado; entre as mulheres, o avanço foi ainda maior, de 273,7%. Embora os valores absolutos sejam mais elevados no sexo feminino ao longo de toda a série histórica, o ritmo de crescimento é semelhante entre os sexos, indicando um fenômeno sistêmico de ampliação da demanda por cuidado em saúde mental.

 

“Não estamos diante de oscilações pontuais, mas de uma tendência estrutural de crescimento da demanda por cuidado em saúde mental, com o transtorno bipolar assumindo relevância crescente no perfil assistencial do setor”, avalia José Cechin, superintendente executivo do IESS.

 

O estudo também chama atenção para o comportamento por faixa etária. A maior concentração absoluta de eventos ocorre entre adultos de 20 a 59 anos, população em idade produtiva e diretamente associada a impactos econômicos e assistenciais relevantes. Ao mesmo tempo, observa-se crescimento proporcional ainda mais acelerado entre beneficiários com 60 anos ou mais, sinalizando um processo de envelhecimento da população com transtornos mentais crônicos. Entre crianças e adolescentes, apesar de os níveis absolutos ainda serem baixos, o aumento relativo é expressivo, sugerindo maior vigilância clínica e ampliação do acesso ao diagnóstico e ao cuidado especializado.

 

“Esse crescimento reflete, em grande medida, a combinação entre maior reconhecimento clínico e ampliação do acesso aos serviços em saúde mental, e não apenas um aumento abrupto da incidência da doença”, explica Cechin.

 

Ao evidenciar a expansão contínua desses atendimentos, o levantamento do IESS reforça a necessidade de tratar a saúde mental como eixo estruturante das políticas assistenciais, e não como tema periférico.

 

Além dos impactos clínicos, o estudo destaca repercussões relevantes para operadoras de planos de saúde e empresas contratantes, uma vez que o transtorno bipolar está associado a custos assistenciais diretos, afastamentos prolongados, absenteísmo, presenteísmo e perda de produtividade. Nesse contexto, estratégias de cuidado estruturado, longitudinal e integrado tornam-se fundamentais para a sustentabilidade do sistema.

 

O IESS ressalta que o fortalecimento de modelos assistenciais baseados em dados, alinhados às necessidades reais da população beneficiária, é decisivo para enfrentar o crescimento observado dos transtornos mentais e para avançar na construção de um sistema de saúde suplementar mais eficiente, integrado e sensível aos desafios contemporâneos da saúde mental.

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.

 

Mais informações

LetraCerta Inteligência em Comunicação

Jander Ramon

jramon@letracerta.com

Janeiro 2026
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São Paulo, 14 de janeiro de 2026 - Pesquisa Vox Populi / IESS mostra que 60% dos brasileiros dizem buscar informações sobre saúde na internet, e, desses, nove em cada dez afirmam que o Google é o principal ponto de partida para procurar dados sobre sintomas, doenças, diagnósticos e tratamentos. O levantamento revela que 19% dos entrevistados indicam o uso de inteligência artificial para se informar e compreender as informações de saúde. Embora confirme o comportamento digital na busca por informações sobre saúde, o mesmo levantamento expõe uma contradição: a maioria dos entrevistados diz não confiar totalmente nas informações encontradas. Clique aqui e acesse a íntegra da pesquisa.

 

Para o superintendente executivo do IESS, José Cechin, os resultados refletem o comportamento dentro de um “cotidiano digital”. “Nosso país possui mais celulares do que cidadãos. O brasileiro pesquisa sintomas, compara tratamentos e busca prevenção pela internet. É um comportamento de autonomia, mas com cautela”, afirma. “Essa realidade materializa a responsabilidade de quem produz e disponibiliza conteúdo no mundo digital, mas é muito importante que cada pessoa esclareça dúvidas sobre a sua saúde diretamente com um profissional capacitado e de confiança”, observa.

 

Um ponto de atenção levantado pela pesquisa é o uso das redes sociais como fonte para se informar sobre a saúde, indicado por 9% dos entrevistados. “No mundo todo há um debate muito importante sobre o monitoramento e a responsabilidade pelo que se posta nas redes sociais. Esse dado reforça como esse meio já se insere nesse contexto de debate sobre a supervisão das redes”, pondera Cechin.

 

Quando manifesta os meios digitais em que mais confia para se informar sobre saúde, 24% dos entrevistados indicam sites especializados e portais de notícias; enquanto 20% indicam redes sociais, mesmo índice atribuído à inteligência artificial. Ainda assim, apenas uma minoria declara confiar plenamente nas informações obtidas, enquanto a maior parte afirma “acreditar parcialmente” no que lê ou assiste — um sinal de que o comportamento digital vem acompanhado de cautela e desconfiança.

 

O levantamento ouviu 3.200 pessoas com 18 anos ou mais, entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde e odontológicos, em oito regiões metropolitanas — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Manaus e Brasília. As entrevistas foram presenciais, realizadas entre 31 de julho e 17 de agosto de 2025, com nível de confiança de 95%.

 

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