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Março 2019
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Estamos com 6 pôsteres expostos no Congresso Internacional de Qualidade em Serviços e Sistemas de Saúde (Qualihosp), organizado pelo Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da Fundação Getúlio Vargas (FGVsaúde)

Realizado há 20 anos, o congresso reúne pesquisadores e profissionais nacionais e internacionais que atuam na área da saúde com interesse em qualidade e gestão de serviços e sistemas. Sendo uma importante oportunidade para difundir nossos estudos e ajudar a expandir as informações disponíveis para a tomada de decisão dos gestores do setor, como é nossa missão. 

Os estudos destacados em nossos pôsteres podem, também, ser vistos na íntegra aqui no site, inclusive com análises em nossos blogs. Confira a lista: 

TD 73 – Análise da Pesquisa Nacional de Saúde 

Pôster 1 • Pôster 2 • Blog 

  

Estudo especial: Análise do mapa assistencial da saúde suplementar no Brasil entre 2011 e 2017 

Pôster • Blog 

  

Estudo Especial: Despesas com internações de operadora de autogestão 

Pôster • Blog 

  

TD 64 – Fatores associados ao nível de gasto com saúde   

Pôster • Blog 

  

TD 70 – Projeção das despesas assistenciais da Saúde Suplementar 

Pôster • Blog 

Fevereiro 2019
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Já falamos, aqui, dos hábitos alimentares dos brasileiros e como isso impacta na saúde da população de acordo com o  TD 73 – “Hábitos alimentares, estilo de vida, doenças crônicas não transmissíveis e fatores de risco entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde no Brasil: Análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013”. 

Agora, um levantamento conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como parte do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica) indica que os maus hábitos alimentares podem se desenvolver mais fortemente durante a adolescência, que o trabalho considera como o período dos 12 anos aos 17 anos. Os dados foram destacados também em reportagem da revista Saúde. 

Alguns resultados acendem uma luz de alerta. Por exemplo, menos de 40% dos jovens consomem verduras e hortaliças. Ao mesmo tempo em que 40% dos jovens comem doce todos os dias, não chega a 20% o grupo dos que consomem frutas com a mesma periodicidade. 

O estudo não se limitou a questões alimentares e também detectou que 70% dos adolescentes entrevistados estão sedentários, e não fazem nem mesmo uma hora de atividade física ao longo da semana. 

Os números preocupam, especialmente frente ao crescente número de pessoas obesas ou com sobrepeso no País. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa epidemia de sobrepeso e obesidade já afeta 39% da população adulta e 18% das crianças e adolescentes entre 5 e 18 anos. No Brasil, hoje, aproximadamente 20% da população é obesa e 50% apresenta excesso de peso, como mostra o nosso estudo especial “Evolução da obesidade no Brasil”. 

Está claro que a alimentação na adolescência precisa de mais atenção. felizmente, parece haver uma “luz no fim do túnel”, já que temas como a Atenção Primária à Saúde (APS) e promoção da saúde têm ganho cada vez mais espaço, assim como ações pela redução do consumo de açúcares, como a que destacamos aqui no Blog em 28 de novembro do ano passado, que devem ter resultados positivos importantes para a saúde geral da população ao longo dos próximos anos. 

Se você, assim como nós, se interessa por esse tema vital para futuro do País, recomendamos que acompanhe nossas áreas temáticas e fique sempre em dia com os estudos e análises que geramos sobre: Cirurgia bariátrica e Obesidade; e Promoção à saúde. 

Fevereiro 2019
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A média dos custos de procedimento médicos e OPMEs pode variar bastante de uma região para a outra ou mesmo de uma unidade de serviços de saúde para a outra. O valor de uma prótese de quadril pode ir de R$ 2.282 a R$ 16.718, dependendo da região onde é comprada, como já mencionamos mais de uma vez aqui no Blog. O TD 55 – "Distorções nos gastos com OPME" – traz mais exemplos desse problema. 

Agora, um dos pôsteres apresentados durante o VIII Prêmio IESS revela que o custo da colecistectomia, um procedimento cirúrgico relativamente simples e usual, adotado como tratamento padrão para colelitíase (pedra na vesícula), pode quase dobrar entre grandes cidades do Rio Grande do Sul. 

De acordo com o pôster “Registros administrativos como fonte de dados de custos assistenciais na saúde suplementar: um estudo de caso para a colecistectomia em hospitais do Rio Grande do Sul”, apresentado por Marcia Regina Godoy e Giacomo Balbinotto Neto, o custo médio do procedimento no Estado é de R$1.820,72. Contudo, em Caxias do Sul, o valor pode mudar de R$ 1.500 a R$ 2.500. Já na capital gaúcha, o custo médio da colecistectomia é de R$ 1.224. 

O estudo aponta que um dos fatores que mais eleva o custo do procedimento é a realização em município diferente daquele em que o beneficiário de plano de saúde reside.  

O trabalho considerou registros de beneficiários de planos médico-hospitalares atendidos em 23 municípios do Rio Grande do Sul, adquiridos a partir do Detalhamento da Troca de Informações na Saúde Suplementar (D-TISS), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Além da discrepância nos custos, o levantamento também apontou falta de uniformidade nos registros e recomenda realizar novos treinamento dos prestadores serviços e operadoras de saúde para melhorar a qualidade das informações. 

Você pode conferir os resumos dos pôsteres apresentados no Prêmio IESS aqui

Janeiro 2019
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Lançado recentemente, o Texto para Discussão n° 73 “Hábitos alimentares, estilo de vida, doenças crônicas não transmissíveis e fatores de risco entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde no Brasil: Análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013” tem o objetivo de produzir dados que sirvam de subsídio para a criação de programas, ações e políticas voltadas para a promoção da saúde e prevenção de doenças.  

Para o estudo, foi considerada a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, inquérito de saúde mais amplo do território brasileiro, que permitiu concluir que cerca de 56 milhões de brasileiros, ou 27,9% da população, tinham um plano de saúde (médico e/ou odontológico) em 2013. A maior proporção desses beneficiários era do sexo feminino, representando 53,5%. 

Quanto aos hábitos alimentares, verificou-se que uma maior proporção de beneficiários declarou comer a quantidade recomendada de frutas e vegetais por dia em comparação com não beneficiários. Uma menor proporção de pessoas com plano de saúde disse comer carne ou frango com excesso de gordura em comparação com pessoas sem plano de saúde.  

Por outro lado, mais beneficiários consumiram doces de forma inadequada e declararam substituir refeições por sanduíches, salgados ou pizzas cinco ou mais vezes por semana em comparação com não beneficiários. O consumo elevado de sal também foi maior entre os beneficiários, já que 15,8% afirmou consumir em quantidade alta ou muito alta, contra 13,5% sem planos de saúde. 

Ainda sobre o estilo de vida, dentre os respondentes, 28% dos beneficiários de planos de saúde disseram consumir álcool ao menos uma vez por semana, mais do que os 22,2% sem planos. No entanto, quando perguntados sobre o consumo abusivo de álcool, 55,4% dos não beneficiários afirmam ter esse hábito, enquanto 44,2% daqueles na saúde privada afirmaram se encaixar nesse perfil. 

A promoção da saúde é, sem dúvida, uma grande aliada no enfrentamento de doenças crônicas por seu caráter preventivo. Com o cenário do envelhecimento populacional, é importante estabelecer metas e planos de implementação de políticas públicas e adoção de medidas para minimizar fatores de risco, como tabagismo, sedentarismo, consumo de álcool e alimentação não saudável. 

Ações voltadas para a promoção e prevenção à saúde buscam reduzir a ocorrência de doenças, a mortalidade e combater o aumento da frequência de fatores de risco envolvendo a saúde dos brasileiros. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), oito fatores de risco (consumo de álcool, uso de tabaco, pressão alta, alto índice de massa corporal, níveis elevados de colesterol, altos níveis de glicemia, baixa ingestão de frutas e vegetais e inatividade física) representam 61% das mortes cardiovasculares.  

Seguiremos apresentando dados sobre o estudo nos próximos dias. 

Janeiro 2019
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A produção de dados e monitoramento da situação de saúde da população é fundamental para o entendimento das especificidades para orientar na criação de programas, ações e políticas voltadas para a promoção da saúde e prevenção de doenças.  

Foi com esse objetivo que elaboramos o Texto para Discussão n° 73 “Hábitos alimentares, estilo de vida, doenças crônicas não transmissíveis e fatores de risco entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde no Brasil: Análise da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013”. O estudo busca descrever diferenças entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde no Brasil segundo hábitos alimentares, estilos de vida, Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e fatores de risco. Em 2017, também foi apresentado na ISPOR (International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research) Latin America Conference, maior fórum mundial de farmacoeconomia, e publicado no Value in Health Journal. 

Ações voltadas para a promoção e prevenção à saúde buscam reduzir a ocorrência de doenças, a mortalidade e combater o aumento da frequência de fatores de risco envolvendo a saúde dos brasileiros. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), oito fatores de risco (consumo de álcool, uso de tabaco, pressão alta, alto índice de massa corporal, níveis elevados de colesterol, altos níveis de glicemia, baixa ingestão de frutas e vegetais e inatividade física) representam 61% das mortes cardiovasculares.  

Já as doenças crônicas não transmissíveis são a principal causa de morte na maioria dos países do mundo e no Brasil. Em 2013, segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 72,6% de todas as mortes no Brasil eram atribuíveis a doenças não transmissíveis e, dentre esses, 79,4% foram devido à doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças respiratórias crônicas e diabetes mellitus. 

Portanto, a pesquisa utilizou os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, pesquisa mais recente disponível. A PNS é um inquérito domiciliar realizado entre junho e agosto de 2013, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em convênio com o Ministério da Saúde (Fiocruz). 

Iremos apresentar os dados do estudo nos próximos dias. Confira na íntegra

Julho 2018
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Ontem, aqui no Blog, esmiuçamos o DRG e seu funcionamento. Hoje, vamos falar um pouco de um modelo de pagamento mais novo, desenvolvido a partir do DRG, e que utiliza os grupos de diagnósticos desenvolvidos por este modelo como parâmetro de remuneração: o Bundled Payment.

Neste modelo, a Operadora de Plano de Saúde (OPS) faz apenas um pagamento para todos os prestadores de serviços de saúde envolvidos no atendimento daquele paciente. A ideia é que, ao fornecer um único pagamento para vários prestadores, os pagamentos “empacotados” (como o modelo também é conhecido) procuram promover a integração coordenada dos prestadores envolvidos, ampliando o envolvimento destes com o processo como um todo. Além disso, ao incentivar os prestadores a melhorarem a coordenação dos cuidados, espera-se limitar os serviços caros e desnecessários e vincular a assistência aos resultados médicos. O que significa mais qualidade no atendimento dos pacientes. 

Outro diferencial é que este modelo permite colocar em um mesmo "pacote" de pagamento os episodios de reinternação e pós-cirurgico, questões que não são muito bem resolvidas no DRG tradicional.

A “falha” do modelo é que, como os prestadores envolvidos recebem por episodio, podem querer estimular o número de procedimentos envolvidos sem necessidade. Por exemplo, realizando cirurgias desnecessárias.

A busca por um modelo ideal é realmente complicada. Ainda bem que há vários modelos para serem explorados. Amanhã, por exemplo, iremos apresentar o Pagamento Por Performance. Não Perca.

Setembro 2017
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Por mais que o brasileiro esteja se preocupando cada vez mais com seu sorriso e o número de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos sigam em crescimento, como já apontamos aqui no Blog, ainda há muito o que se melhorar quando falamos de saúde bucal no país.

De acordo com o TD 66 – “Comparação de qualidade de saúde bucal de beneficiários com planos exclusivamente odontológico e não beneficiários no Brasil”, elaborado com base no banco de dados da Pesquisa Nacional de Saúde realizada entre junho e agosto de 2013 pelo IBGE, o Brasil tem um Índice de Dentes Cariados, Perdidos ou Obturados (CPO-D) de 2,1, enquanto a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de um índice máximo de 1,1. Apesar de seguir em crescimento, o estudo também aponta que apenas 18,5% da população brasileira tem acesso aos planos exclusivamente odontológicos, ou seja, ainda há um grande campo para expansão. Dentro deste grupo, os jovens na região Sudeste ainda são a maioria. A maior concentração de brasileiros com planos odontológicos se encontra na faixa etária até 18 anos (26,5%). Já a faixa de idade dos 54 anos aos 58 anos possui a menor presença dentro dos planos exclusivamente odontológicos (4,7%).

O TD 66 aponta que a população que não adere a um plano odontológico está mais propensa a descuidar da higiene bucal. Para se ter uma ideia, 4,2% das pessoas sem plano odontológico afirmaram escovar os dentes só uma vez ao dia, quase o dobro do grupo beneficiário de plano (2,4%). Ainda nesta comparação da saúde bucal entre os dois grupos, a pesquisa aponta que 3,9% dos beneficiários apresentam perda total dos dentes, já para aqueles sem planos odontológicos o número é quase 10 pontos porcentuais maior: 13,4%

Os números do TD 66 mostram que ainda há um enorme desafio para o avanço da saúde bucal do brasileiro. Apesar do crescimento de beneficiários de planos odontológicos representar uma maior busca por um sorriso saudável, a conscientização e a adesão aos diferentes programas e serviços para a promoção de saúde bucal são pontos que ainda precisam ser melhor trabalhados. 

Agosto 2017
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Já apresentamos, aqui no Blog, diversas alternativas para garantir a sustentabilidade da saúde suplementar. Com isso em mente, na última semana, publicamos o TD 65 - "Seguro de Saúde Baseado em Valor: conceitos e evidências no sistema de saúde norteamericano", que apresenta o Seguro de Saúde Baseado em Valor (SSBV) e os resultados que este tipo de produto está obtendo no sistema de saúde dos Estados Unidos.

Assim como os planos de saúde com conta poupança e franquia anual, o SSBV funciona no modelo de coparticipação, em que o beneficiário paga por um percentual do custo gerado por um procedimento para o seu tratamento em saúde. O diferencial do SSBV, contudo, é empregar medicina baseada em evidências para determinar quais procedimentos têm coparticipação e quais não. Além disso, ao  incentivar que o paciente realize exames e consultas preventivas com mais frequência, tende a diminuir significativamente as visitas aos serviços de emergência e as hospitalizações. 

Essas características podem fazer com que os gastos com consultas e exames preventivos cresçam no primeiro momento, mas os gastos com internações e procedimentos cirúrgicos emergenciais, de custo mais elevado, tendem a diminuir.

O TD 65 ainda destaca que para o SSBV funcionar é necessário um sistema de dados sofisticado, capaz de assegurar a segurança dos dados dos pacientes e determinar com precisão o valor dos serviços prestados.

“Importar” esse produto para o mercado de saúde brasileiro exigiria mudanças e envolveria custos que podem fazê-lo parecer menos atrativo no curto prazo, mas uma rápida olhada para o crescimento dos custos de saúde no Brasil, que giram próximo dos 20% ao ano, mostra que não podemos continuar como estamos. 

Agosto 2017
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Não é de hoje que sabemos que a saúde bucal do brasileiro não vai muito bem. O índice de dentes cariados, perdidos ou obturados na população nacional é de 2,1, enquanto a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de um índice máximo de 1,1. 

É exatamente com isto em mente que acabamos de divulgar o TD 66 – “Comparação de qualidade de saúde bucal de beneficiários com planos exclusivamente odontológico e não beneficiários no Brasil”. O estudo, elaborado com base no banco de dados da Pesquisa Nacional de Saúde realizada entre junho e agosto de 2013 pelo IBGE, apresenta um raio-x dos hábitos em saúde bucal no Brasil e traz dados alarmantes. Para se ter uma ideia, ainda há uma parcela da população nacional que nunca escovou os dentes ou não o faz todos os dias.

Traremos novos dados sobre o TD 66 nos próximos dias. Não perca.

Agosto 2017
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O aumento da inflação médica continua sendo uma preocupação tanto para os governos quanto para as empresas no mundo todo, conforme mostramos recentemente no TD 64 – Fatores associados ao nível de gasto com saúde: a importância do modelo de pagamento hospitalar

Para lidar com esse aumento, uma das alternativas é a mudança do modelo de pagamento de conta aberta, adotado hoje no Brasil, para outro que puna os desperdicios e recompense a performance e o desfecho clínico. Como mostramos aqui no blog nos dias 31/71/82/83/8 E 4/8.

Outra solução é pensar em novos produtos para a saúde suplementar, como os que apresentamos ano passado, nos dias 22/823/824/825/8 e 26/8, ou Seguro de Saúde Baseado em Valor (SSBV), que vem apresentando bons resultados nos Estados Unidos, como mostramos no TD 65 - Seguro de Saúde Baseado em Valor: conceitos e evidências no sistema de saúde norteamericano.

Nos próximos dias vamos explicar melhor como funciona o SSBV. Não perca. Fique ligado!